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Quase sem título: A viagem

Por Rubens Sá Atualizado em 14/09/17 11:18.

Quase sem título: A viagem, instalação que deseja se aproximar da presença ausente dos corpos de passagem. No espaço expositivo, malas, escadas, fotografias de nuvens, falam da potência da vida através das presenças e ausências, do não permanente, da passagem lenta do tempo, do silêncio dos encontros possíveis no espaço da arte.

“Na minha prática estética, me interessam as múltiplas camadas que compõem a noção de Corpo, Ausência, Memória e Lugar como produção de sentido em arte. O agente mobilizador tem sido o desconforto de um corpo que ao ser deslocado de sua ‘normalidade’ é impelido a habitar lugares desconhecidos como forma de resistência. Tenho trabalhado com instalações e performances, práticas onde encontro possibilidades de abertura ao outro e a chance de inventar lugares como diferentes campos de experiência do sensível.

Corpo como Lugar atravessado por forças do presente atualizando sensações vivas que teimam em desestabilizar a linha confortável que insistentemente se apega em contar as horas, dias, meses e anos. Ausência que evidencia as imprecisões da presença de um corpo vivo e provoca um deslocamento do conhecido de mim em direção a uma multiplicidade de encontros. Memória como atualização de marcas, reinventando nesse corpo uma potência que pede a criação de outros lugares ocupando cada possível fresta onde as ausências vazam e tomam os espaços.

Sem nomes e sem lugar, sem início nem fim, começando em qualquer ponto onde a violência da vida pede passagem e, com a arte, resiste à normatização dos corpos deslocados de si em direção à presença viva da vida e criando territórios mínimos de existência “Na minha prática estética, me interessam as múltiplas camadas que compõem a noção de Corpo, Ausência, Memória e Lugar como produção de sentido em arte. O agente mobilizador tem sido o desconforto de um corpo que ao ser deslocado de sua ‘normalidade’ é impelido a habitar lugares desconhecidos como forma de resistência. Tenho trabalhado com instalações e performances, práticas onde encontro possibilidades de abertura ao outro e a chance de inventar lugares como diferentes campos de experiência do sensível.”

Paulo Lima Buenoz

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